terça-feira, 23 de junho de 2015

A casa comum…

 

Repórter TVI: "Até Voares"

Uma grande reportagem de Ana Leal, com imagem de João Franco e edição de Miguel Freitas, que conta a história de um homem que não acredita em "pessoas más"

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Já teve uma fortuna incalculável, foi fundador do Laboratório Farmacêutico Labesfal, é dono de uma farmácia em Campo de  Besteiros. João Almiro tem 89 anos e abdicou de tudo para viver com assassinos, pedófilos, prostitutas, alcoólicos, toxicodependentes, crianças, velhos, deficientes e dementes.
João Almiro acredita que "não há homens maus".
Como ninguém, conhece todas as prisões de Norte a Sul do país. Vai buscá-los no seu velho carro de 1999. Partilha a própria casa com eles porque acredita que é possível recuperá-los.
"A Casa das Andorinhas" - é assim que lhe chama - é uma  porta aberta para entrarem "todos os aflitos".
Histórias de homens e mulheres que ninguém quer e que aprenderam a voar.
"Até Voares" é uma grande reportagem de Ana Leal, com imagem de João Franco e edição de Miguel Freitas. 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Ecologia e ambiente: “Laudato Si”

PAPA FRANCISCO

Ecologia integral?!

A ecologia integral - parte de uma nova visão da Terra. É a visão inaugurada pelos astronautas a partir dos anos 60 quando se lançaram os primeiros foguetes tripulados. Eles vêem a Terra de fora da Terra. De lá, de sua nave espacial ou da Lua, como testemunharam vários deles, a Terra aparece como resplandecente planeta azul e branco que cabe na palma da mão e que pode ser escondido pelo polegar humano.
Daquela perspectiva, Terra e seres humanos emergem como uma única entidade. O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera. A Terra emerge como o terceiro planeta de um Sol que é apenas um entre 100 bilhões de outros de nossa galáxia, que, por sua vez, é uma entre 100 bilhões de outras do universo, universo que, possivelmente, é apenas um entre outros milhões paralelos e diversos do nosso. E tudo caminhou com tal calibragem que permitiu a nossa existência aqui e agora. Caso contrário não estaríamos aqui. Os cosmólogos, vindos da astrofísica, da física quântica, da biologia molecular, numa palavra, das ciências da Terra, nos advertem que o inteiro universo se encontra em cosmogênese. Isto significa: ele está em gênese, se constituindo e nascendo, formando um sistema aberto, sempre capaz de novas aquisições e novas expressões. Portanto ninguém está pronto. Por isso, temos que ter paciência com o processo global, uns com os outros e também conosco mesmo, pois nós, humanos, estamos igualmente em processo de antropogênese, de constituição e de nascimento.
Três grandes emergências ocorrem na cosmogênese e antropogênese: (1) a complexidade/diferenciação, (2) a auto-organização/consciência e (3) a religação/relação de tudo com tudo. A partir de seu primeiro momento, após o Big-Bang, a evolução está criando mais e mais seres diferentes e complexos (1). Quanto mais complexos mais se auto-organizam, mais mostram interioridade e possuem mais e mais níveis de consciência (2) até chegaram à consciência reflexa no ser humano. O universo, pois, como um todo possui uma profundidade espiritual. Para estar no ser humano, o espírito estava antes no universo. Agora ele emerge em nós na forma da consciência reflexa e da amorização. E, quanto mais complexo e consciente, mais se relaciona e se religa (3) com todas as coisas, fazendo com que o universo seja realmente uni-verso, uma totalidade orgânica, dinâmica, diversa, tensa e harmônica, um cosmos e não um caos.
As quatro interações existentes, a gravitacional, a eletromagnética e a nuclear fraca e forte, constituem os princípios diretores do universo, de todos os seres, também dos seres humanos. A galáxia mais distante se encontra sob a ação destas quatro energias primordiais, bem como a formiga que caminha sobre minha mesa e os neurônios do cérebro humano com os quais faço estas reflexões. Tudo se mantém religado num equilíbrio dinâmico, aberto, passando pelo caos que é sempre generativo, pois propicia um novo equilíbrio mais alto e complexo, desembocando numa ordem, rica de novas potencialidades.
Bibliografia mínima de orientação
- Boff, L., Uma cosmovisão ecológica: a narrativa atual, em Ecologia: grito da Terra, grito dos pobres, Atica, S.Paulo1995, pp.63-100.
- Crema, R., Introdução à visão holística, Cultrix, S.Paulo 1997.
- De Duve, C, Poeira vital. A vida como imperativo cósmico, Campus, Rio de Janeiro 1997.
- Gadotti, M., Pedagogia da Terra, Editora Fundação Peirópolis, S.Paulo 2001.
- Hawking, S., O universo numa casca de noz, Mandarin, S.Paulo 2001.
- Müller, R., O nascimento de uma civilização global, Aquariana, S.Paulo 1991.
- Zohar, D., O ser quântico. Uma visão revolucionária da natureza humana e da consciência baseada na nova física, Best Seller, S.Paulo 1991.
(in http://leonardoboff.com/site/eco/eco_int.htm, consultado em 2015.06.19)


quarta-feira, 17 de junho de 2015

FEZ-SE GRANDE BONANÇA

 

Georgino Rocha  |  Justiça e Paz – Aveiro

[Pe%2520Gerogino%255B3%255D.jpg]A travessia do mar da Galileia constitui um momento privilegiado para Jesus mostrar aos discípulos quem é por meio das acções que faz. Mc 4, 35-41. Serve igualmente de “cenário” do ambiente de turbulência e perseguição em que vivem as comunidades a que o autor dirige a narrativa. Projecta luz sobre a relação do homem com as forças da natureza, as tempestades ambientais e a bonança do equilíbrio recuperado.  Deixa em aberto a pergunta expectante dos discípulos: “Quem é este homem a quem o vento e o mar obedecem?”

Após uma jornada tranquila de missão, em que se sucedem parábolas ricas de ensinamentos, Jesus convida os discípulos a passarem à outra margem, pois estavam à beira mar. No percurso, sem nada o prever, surge uma tempestade que ameaça a embarcação e os tripulantes. As águas ficam tão revoltas que facilmente podem submergi-los. Atemorizados pela iminência dos perigos e intrigados pela atitude de Jesus que continuava a dormir deitado à popa, erguem a voz e clamam: “Mestre, não te importas que pereçamos?” Ele levanta-se, fala imperiosamente ao vento e mar, ordenando-lhes que regressem à quietude inicial. E surgiu a grande bonança da harmonia das forças da natureza e a tranquilidade de ânimo dos homens amedrontados. Jesus aproveita para dar um esclarecimento complementar, em género de pergunta com sabor de censura: “Porque estais assustados? Ainda não tendes fé?”

Salvos do naufrágio ameaçador, podem seguir para a outra margem onde a missão continua. Era terra de “pagãos”, talvez adoradores de outros deuses, indiferentes à religião dos Judeus, dedicados ao comércio, orgulhosos do seu poderio. Serenos e lúcidos, os discípulos podem continuar na companhia de Jesus e anunciar a novidade da sua façanha, do seu Evangelho. De facto, a sua mensagem afirma a harmonia integral de toda a criação e de todas as criaturas, a interdependência dos seres entre si e com o ambiente, a escala de valores em que todos se incluem, cada um a seu nível, a responsabilidade humana na gestão ética das energias da vida, a providência amorosa do nosso Deus que, de forma discreta, mas persistente, acompanha a evolução dos acontecimentos e inspira o desejo da humanidade chegar à margem onde “outro mundo é possível”.

O Papa Francisco, na sua encíclica “Louvado Seja” dedicada ao cuidado da criação, destaca algumas constantes que acompanham todo o documento. E são elas: a íntima relação entre os pobres e a fragilidade do planeta, a convicção de que no mundo está intimamente conexo; a crítica ao novo paradigma e às formas de poder que derivam da tecnologia; o apelo a encontrar outros modos de entender a economia e o progresso; o valor próprio de cada criatura; o sentido humano da ecologia; a necessidade de debates sinceros e honestos, a grave responsabilidade da política internacional e local; a cultura do descartável e a proposta de um novo estilo de vida. São temas continuamente retomados ao longo da encíclica e não “arrumados” em simples enunciados. LS 16.

Outro mundo é possível. Vamos navegar no rumo certo, apesar dos ventos furiosos e das marés contrárias! Vamos procurar chegar a porto seguro, onde todos têm abrigo e segurança e podem contemplar a beleza do mar, sentir o calor do sol, apreciar a leveza do ar e a pureza transparente da água, a grandeza do universo. Vamos descobrir e apreciar a “impressão digital” do Criador e os vestígios do rasto histórico de Jesus que, por meio do seu Espírito, nos confia a missão de renovar continuamente a face da terra.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

IGREJA: RESTO OU RESÍDUO?

 

Georgino Rocha  |  Justiça e Paz – Aveiro

Pe Gerogino RochaUm homem lança a semente à terra, um grão de mostarda é colocado na horta. Mc 4, 26-34. Neste cenário tão simples, Jesus dá a conhecer o “mistério” do reino: a sua presença discreta, a energia fecunda da sua seiva, a tendência universal do seu crescimento, a certeza inabalável da sua realização em benefício do ser humano chamado a adoptar, livremente, a atitude responsável mais congruente. Que contraste com a forma tradicional de apresentar o reino de Deus! Que impacto não começa a provocar na gente ilustrada e curiosa que acorria a ouvir Jesus para examinar a sua ortodoxia!

As árvores frondosas e robustas cedem lugar a simples grãos de semente. O messias “arrasador” surge como um humilde semeador de hortas e campos, amigo de excluídos sociais pelos líderes políticos e religiosos. As técnicas vitoriosas não têm a ver com a manipulação indiscriminada das sementes nem com o controle hegemónico do sistema alimentar ou a quantidade numérica da produção; tem a ver sobretudo com a proximidade, o cuidado, o serviço e a confiança. Os frutos apetecidos manifestam-se no acolhimento aberto a todos, na fecundidade generosa, na aceitação humilde das leis do crescimento, na qualidade do relacionamento.

Os cristãos, no seu agir diário e nas opções que tomam a prazo, encontram-se perante um dilema crucial: Queremos ser uma Igreja “resto” de fiéis ou um “resíduo de tradições religiosas progressivamente insignificantes? Resto à maneira da semente que silenciosamente germina no interior da terra e do grão de mostarda que cresce progressivamente e se faz arbusto resistente e maleável onde vêm poisar as aves do céu? Arbusto exposto, em interacção com o meio ambiente, acolhedor e fecundo?

A evolução da mudança em curso, sobretudo na Europa, faz disparar todos os alarmes humanos. O Papa Francisco, e, com ele, tantos homens e mulheres com o sentido da realidade, lançam propostas de renovação que pretendem fazer do “resto fiel” um povo que sabe em quem confia e transmite por contágio a alegria do Evangelho. Esta é a hora da coragem humilde, da ousadia serena, da criatividade fiel. 

As parábolas são como o pavio fino de uma vela que, aparentemente, não têm valor nenhum, mas sem ele não surge a luz que ilumina, aquece e atrai; são como um tesouro escondido que encerra o “valor divino do humano” e a sabedoria das culturas surgidas da experiência da vida partilhada. Realmente, “a semente é a Palavra de Deus e o semeador é Cristo”.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

FESTA DO CORPO DE DEUS - TOMAI E COMEI O PÃO DA VIDA

 

Georgino Rocha  |  Justiça e Paz – Aveiro

 

A ceia pascal de Jesus com os seus discípulos é narrada por Marcos de modo sóbrio e substancioso. Mc 14, 12-16 e 22-26. Nada a mais é dito que possa distrair do seu núcleo central e dos seus gestos significativos, bem como da disposição radical do seu único protagonista. Tudo se conjuga e converge na entrega do corpo e no derrame do sangue feitos generosamente por Jesus em prol de um mundo novo, fruto de uma nova aliança. Tudo se centra no pão que é partido e repartido e no vinho que é tomado e bebido. Pão e vinho, frutos da terra e do trabalho humano que, pela força do Espírito Santo, se convertem no corpo e no sangue do Senhor Jesus. Que maravilha de simplicidade e clareza! Que beleza de atitudes e sentimentos! Que riqueza de sentido intencional e de discreta presença amorosa!


“Onde queres que façamos os preparativos?” – indagam os discípulos para saberem o que fazer. Pergunta sensata, pois os habitantes de Jerusalém, por ocasião da festa da Páscoa, costumavam disponibilizar espaços das suas casas para os peregrinos se alojar e celebrar a ceia em família ou com os amigos. Pergunta que fica para sempre a marcar o coração humano, a família de sangue, a comunidade cristã e a outros espaços de vida em sociedade sensível a estes valores. “Onde queres?”

“Ide à cidade” – responde Jesus, mostrando claramente a sua vontade. É na cidade dos homens que quer celebrar. É pela cidade que se vai doar. É com a cidade que quer cantar os salmos de louvor. É para a cidade que encaminha os discípulos à procura de quem manifeste os sinais indicados: vir ao encontro, trazer uma bilha de água, estar a caminho de casa. A identificação resulta em cheio. O caminho está aberto e o local encontrado. “O Mestre pergunta: onde está a sala?” – dizem ao dono da casa. Sobem e preparam tudo o que era necessário, segundo o ritual judaico. Pergunta que continua hoje: “Onde está?”


Jesus que, desde o começo toma a iniciativa da vinda à festa, realiza a ceia memorial de quanto Deus fez pelo seu povo desde a libertação da servidão no Egipto até à posse da terra prometida; ceia memorial da aliança celebrada no Sinai e das condições escritas nas dez palavras/mandamentos da Lei. E introduz um elemento novo: o pão da miséria é agora o pão da vida, o seu corpo entregue por amor; o vinho da aspersão é agora o vinho da salvação, o sangue derramado pelos comensais e por toda a humanidade. Pão e vinho da eucaristia são, desde então, o próprio Jesus, não em forma de símbolo, mas de sacramento; não em presença virtual, mas real; não a “fazer de conta”, a parecer, mas a ser verdadeiramente. Assumindo a substância do pão e do vinho na pobreza da sua consistência, na insignificância da sua visibilidade, no risco da sua fragilidade facilmente deteriorável.


A razão humana, por si mesma, ainda que muito se esforce, não consegue alcançar o que realmente acontece nesta acção admirável de Jesus. Vê gestos, escuta palavras, capta sentimentos, adverte no sentido manifesto, mas detém-se maravilhada e seduzida pelo que está contido no pão e no vinho transformados. Só a fé pode levar-nos ao seio do mistério. Só a confiança filial nos dá garantia da verdade de tão sublime presença. Só a relação fraterna nos abre ao amor da Eucaristia e nos leva a ser coerentes: “o amor com amor se paga”.


A eucaristia do corpo e sangue de Jesus é celebrada na assembleia cristã, sobretudo ao domingo, e conservada em reserva no sacrário. Esta reserva é designada normalmente por Santíssimo Sacramento. É sempre o Senhor que se oferece por nós, está à nossa disposição para nos acolher e alentar, para nos acompanhar nos caminhos da vida e abrir horizontes de futuro definitivo. Por isso, lhe retribuímos com o que somos e temos: atenção agradecida, acolhimento solícito, escuta amorosa, comunhão consciente, adoração ardente, entrega confiante. E damos testemunho público desta força divina que nos anima e encaminha, deste acompanhamento encorajante que nos revigora.


A Igreja celebra, hoje, a festa do Corpo de Deus, como popularmente é conhecida. Avivemos a nossa fé e deixemos que se robusteça a nossa esperança, pois quem parte e reparte o pão da Eucaristia é convidado a partir e repartir o pão da mesa, dos recursos económicos, das oportunidades de trabalho, da entreajuda solidária, do sentido humano-divino da vida.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

sobre a decisão genética

 

Pedro José Correia  |  Justiça e Paz – Aveiro

 

“A simplicidade é a verdade das virtudes e a desculpa dos defeitos. É a graça dos santos e o encanto dos pecadores” - André Comte-Sponville, Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, p.168

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Agressividade, ou mesmo algo mais, que o contestado cinismo com o tempero cruel do que é odioso na negação da simplicidade. Tão difícil ser simples. A simplicidade é o contrário da duplicidade, da complexidade, da pretensão. Tudo o que não se quer e não se faz pela indecisão: toma conta do viver. Inércia institucional. Volta outra vez a agressividade que gera indiferença: estar-se nas tintas para a obediência serviçal nos discernimentos meio pragmáticos e disfuncionais? Aonde vamos parar com a pressa da Imprudência sem o sentido geracional? Haverá almoço grátis?

Onde está a responsabilidade que foge do dever-do-amor-perfeito? Querer distinguir as ordens. Não ter ilusões nem sobre a Verdade (que só reside na Pessoa de Cristo e não a Amizade imperfeita por Ele…) nem sobre o Valor (que não se passa do ser-se-peão-de-xadrez-com-regras-(des)conhecidas, em tabuleiro eclesiástico, um tanto ou quanto obscuro, nas transparências líquidas: tipo água baptismal limpa de todos os compromissos…); mas não se renuncia a uma coisa nem à outra. A Verdade só vale para quem a ama; o Valor só é verdadeiro para quem a ele se submete (dói querer tudo e agora!). É aí que se cruzam o Conhecimento, o Dever e o Desejo. Eis o «TotoVida» com uma tripla para ninguém ficar a perder. Ausência de tempo!

Será apenas aí que o Amor se torna responsável e encontra a Verdade do que deve ser feito (o mesmo se dispõe no que deve ser obedecido…). Por isso as armas são pacíficas: oração (rezar o sentido do que se espera sem ainda ver claro…) + penitência (purificação do desejo de poder mais no desejo de servir menos…) + liberdade sem medo (responsabilidade com fé…). Entrar dentro do confessionário e ajoelhar a Alma; voltar-se para fora de casa e comungar na Família. Complexidade das causas ou simplicidade da presença. Consciência dupla, mesmo tripla e tudo o mais que não possa ser imaginado. Decidir é evoluir na ruptura e na continuidade. Não há saltos na História.

Devemo-nos uma responsabilidade sem senhorio. Razão lúcida, encarnada, mínima. Conclusão até doer no suporte da Fé, sem conhecer as razões do Coração: “Ama e faz o que queres”, pois já era… – ou compadece-te e faz o que deves, daqui em diante. Que ainda não seja tarde para a beleza da verdade fazer sentido na responsabilidade do serviço cada vez mais simples. Despir a farsa e ganhar autenticidade: caminho responsável pelos que vierem depois de nós. O projecto universal dever ser o projecto da vida cristã fiel. Peso no Céu. Leveza na Terra. Não há receitas intermédias. Não aos “rebuçados” privados. Sim às “sopas” comunitárias. Obrigatório e agradecido.