segunda-feira, 17 de junho de 2013

O AMOR PERDOA E GERA VIDA NOVA


Georgino Rocha | Justiça e Paz-Aveiro


Jesus aceita o convite para tomar uma refeição em casa de um fariseu, um cultor da lei. Entra e senta-se no seu lugar à mesa. E ocorre o inesperado que vai provocar o ensinamento sobre o amor que perdoa e gera vida nova.
O episódio, segundo Lucas, faz parte da missão de Jesus na região da Galileia, nas imediações do Mar de Tiberíades. Situa-se na fase do anúncio e da concretização do programa messiânico: apresentar e realizar a novidade de Deus em relação às pessoas e às situações de vida ou seja a atenção aos pobres, a libertação dos oprimidos, a inclusão dos marginalizados, a misericórdia e perdão de todas as ofensas/dívidas, o tempo de graça para todos. Programa que contrasta radicalmente com a mentalidade reinante: a salvação exclusiva para os judeus piedosos, a observância meticulosa das leis, a exclusão dos pecadores e dos estranhos.
Jesus aproveita a circunstância para afirmar esta novidade. Fá-lo por palavras e acções. E ilustra-o com uma excelente parábola. O centro da narrativa é: na refeição a mulher pecadora e na parábola o credor generoso que perdoa aos devedores. Os interlocutores principais são: Jesus e Simão, o fariseu anfitrião. Os convivas, quais testemunhas qualificadas, que admiram o que vêem e se interrogame sobre quem será aquele que até perdoa pecados.
A admiração dos convivas é expressão da novidade ocorrida: Um homem a perdoar pecados, uma mulher notoriamente “indigna” a ser reconhecida na sua dignidade, um banquete de comensais sem descriminação, uma sentença assertiva de libertação: “Os teus pecados estão perdoados. A tua fé te salvou. Vai e em paz”.
A mulher anónima realiza gestos de gratidão pelo perdão recebido: perfume derramado em unção, prostração aos pés de Jesus, choro de lágrimas de arrependimento, limpeza dos pés andantes de Jesus, beijos de admiração e ternura; gestos que contrastam com a atitude de Simão, o fariseu. E Jesus confronta-o directamente a fim de descobrir a novidade do amor que perdoa, da misericórdia que supera qualquer sacrifício, do perdão que cura todo o pecado. A parábola vem reforçar este ensinamento. O confronto no diálogo e a aprovação do juízo sobre a atitude do credor na parábola evidenciam como é mais fácil saber o que os outros devem fazer do que sermos coerentes e adoptarmos as práticas correspondentes.
O programa iniciado por Jesus na zona de Tiberíades continua, hoje, a ser anunciado e vivido por tantos voluntários que, solidários com as “sobras” da sociedade e das igrejas, se dedicam generosamente ao serviço de os re-situar de acordo com a dignidade comum a todos e com as capacidades/limitações de cada um; pelas comunidades cristãs que sabem acolher, acompanhar, celebrar, irradiar o amor benevolente de Deus.
Como o Papa Francisco, na sua catequese sobre o Povo de Deus a 12 Julho 2013 somos convidados a rezar: “Que a Igreja «seja lugar da misericórdia e da esperança de Deus, onde cada um se possa sentir acolhido, amado, perdoado, encorajado”. Mas, como é óbvio, “a Igreja deve estar com as portas abertas, para que todos possam entrar. E nós devemos sair por aquelas portas para anunciar o Evangelho”.
A medida do perdão é o amor sem medida. Mostra-o Jesus de forma eloquente. Deus perdoa não pelas nossas obras, mas pela sua grande misericórdia. As obras são resposta coerente e reconhecida. E dão testemunho do perdão recebido numa vida em paz.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

JOVEM, LEVANTA-TE


Georgino Rocha | Justiça e Paz-Aveiro


Esta ordem é dada por Jesus a um jovem defunto que ia ser sepultado. Aconteceu em Naim, terra das delícias. Ao entrar na cidade, duas multidões se encontram: a do cortejo fúnebre a caminho do cemitério e a dos acompanhantes de Jesus. A ordem dada é imperiosa e tem efeitos imediatos. O jovem senta-se e começa a falar. Um coro de vozes se ergue perante a maravilha realizada à vista de todos: Deus visitou o seu povo, enviou-nos um grande profeta. As multidões aclamam com entusiasmo e a fama de Jesus espalha-se pelas regiões vizinhas. Chega, segundo a narrativa de Lucas, aos ouvidos de João Baptista que fica intrigado e resolve enviar dois discípulos a averiguar a verdade dos factos e de quem os provocava.
Também nós somos convidados a cultivar a verdade dos factos, a saber quem lhes dá origem, a descobrir e assumir o sentido que comportam. Não se pode viver de boatos ainda que bem-intencionados, nem de meias verdades ainda que altamente positivas. Só o realismo sadio e a ousadia confiante dão consistência às razões de viver e abrem no presente caminhos de futuro.
O episódio de Naim prefigura, de algum modo, a cena do Calvário. O jovem morto que vai a sepultar pode simbolizar o enterro de Jesus. O ergue-te reproduzirá o gesto pascal da manhã da ressurreição. A entrega à mãe faz lembrar o que acontece junto à cruz e, depois, no túmulo de José de Arimateia. A verdade é reconhecida, apesar dos boatos surgidos. Os discípulos ficam admirados e ganham um novo alento. A multidão aclama a vitória da vida sobre a morte, da esperança contagiante sobre a dúvida persistente que semeia o abatimento e lança o desespero.
Jesus olha para a mãe, capta o drama da sua situação – viúva que perde o filho, seu único arrimo e garantia de futuro -, condói-se interiormente, aproxima-se e diz-lhe: “não chores”. Parece um conselho estranho, uma exortação descabida. No entanto, é a forma de estabelecer a relação de proximidade e de verificar a anuência confiante da mãe do jovem. Por isso, prossegue a sua acção curativa: toca no caixão, faz com que o cortejo pare e, perante o olhar atento de todos, diz a palavra de intimação benevolente: “Jovem, eu te ordeno: Levanta-te”.
A narrativa de Lucas espelha na figura dos intervenientes no episódio de Naim o reflexo de tantas situações da humanidade: Viúvas de maridos vivos, jovens na flor da idade em cortejos de morte lenta, gente perdida na cidade e indiferente ao que vai acontecendo, multidões compadecidas e solidárias que se mantêm na expectativa de que algo pode acontecer. E Jesus surge como o Senhor da vida, o grande profeta enviado por Deus para bem do seu povo, o sanador das feridas humanas, o anunciador de uma nova situação/criação que será definitiva, mas lança raízes fecundas já no presente com a nossa colaboração.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Barómetro das Crises

CESO Observatório sobre Crises e Alternativas acaba de publicar o seu 5.º Barómetro das Crises, que nesta edição trata dos cortes anunciados nas pensões.
Cerca de 30% dos 4 mil e 800 milhões de euros de cortes permanentes da despesa anunciados pelo Governo incidem sobre pensões de reforma. Estes cortes nas pensões são tanto mais surpreendentes quanto acrescem a reformas adotadas em Portugal, em 2001 e 2007, que estão já a ocasionar uma redução do valor médio das pensões e, deste modo, a fazer com que a despesa em pensões não acompanhe o aumento do número de idosos na população.
Não se prevendo o crescimento da despesa com pensões que seria expectável à luz da evolução demográfica, como se justifica a prioridade conferida à redução da despesa pública com os regimes de pensões?


quinta-feira, 16 de maio de 2013

escrevinhar a memória da fé

 
Pedro José Lopes Correia  |  Justiça e Paz – Aveiro
“Dai-me o que me ordenais
e ordenai-me o que quiserdes” – Santo Agostinho.
      Três noites depois, volto ao nosso dia da «Peregrinação Diocesana (12-05-2013)», como uma Graça inexprimível. Escrevi «nosso» porque é diferente dizê-lo diante da peregrinação televisiva ao Santuário da Cova da Iria, onde foram derretidas mais de 26 toneladas de velas, e “visitaram” Fátima, mais de meio milhão de pessoas (300 mil no domingo e 270 mil na véspera. Cfr. in Público, 14-05-2013, p.11). É diferente dizer essa Fátima é também nossa. E a peregrinação à História Viva da Nossa Padroeira Santa Joana, a Princesa do Desprendimento (“para seguir é preciso deixar”), foi a nossa; fomos nós os «fazedores», é por isso nossa! Ambas comportam uma verdade confessional e/ou testemunhal. Posso ser testemunha e não confessar. Posso confessar e não ser testemunha. Posso excluir ambas ou admitir ambas. Deixo os “nossos números oficiais” para quem seja íntegro. Sabendo que Deus multiplica e divide como ninguém o faz. A matemática é a «sua» propedêutica para a Fé inquisitiva, nos dias que não passam. A Fé não faz uma leitura mágica dos números, mas uma leitura mística. Somos Corpo Místico.
      Importa-nos reflectir nesta dimensão da memória da Fé. Relendo Santo Agostinho, “nós defendemos” a hipótese de que o Amor depende da faculdade da memória, e não da expectativa da Morte. Parece simples e é. Parece simples e não o é. Qual a razão do nosso Amor a Deus e aos Irmãos? Amar até morrer. Amar até viver em Deus. O que é que amo quando amo a Deus? Esta terrivelmente boa pergunta, sangrou-me no decorrer de toda a Peregrinação, olhando todos: os animadores, os catequistas, os escuteiros e dirigentes, os participantes anónimos e conhecidos, os voluntários incansáveis e os profissionais variados, os casais e seus filhos, os idosos persistentes e os jovens audazes, a imensidão humana da geografia dos afectos, Etc. Deu-me a mim, parvo e idiota (estritamente etimológicos os sentidos) vestígios fortes sobre a Verdade de Deus, sobre a Memória da Fé.
    A programação dizem as línguas (des)construtivas esteve quase sem mácula. Sabemos que temos sempre imperfeições, erros e melhoramentos, a corrigir. Mas o conteúdo e a forma, com todos os recursos disponíveis e inventados: peregrinar e pernoitar no chão; jogos criativos e músicas adesivas; adoração eucarística (silenciada e silenciosa); “mexer” com a Cidade e a Cidade “mexer-se” através de nós; e, sobretudo: a tentativa de reflexão na base do testemunho vocacional e bíblico; a Procissão solene, de matriz cultural e a Eucaristia solene, sinal da comunhão fraterna (depois do êxito evangélico do «Dia da Partilha»). Foram bem propostos; penso que bem acolhidos, e por essa ordem de razões, bem vivenciados. É aí e agora, que a Memória da Fé tem de encontrar o terreno evangélico, para continuar a frutificar 0,25%, 5%, 15%, 99,9%, etc. em Graça e Verdade!
      O salmista indaga: «Qual é a medida de meus anos? Meus dias são como nada diante de Ti» (Salmo 38). Dias como o da «Peregrinação Diocesana» - e por tabela graciosa, Todos os Dias “11” da Missão Jubilar -, não têm um ser verdadeiro; eles se vão quase antes de chegar; e quando vêm, nós não podemos continuar iguais. Em certa medida, são comparáveis aos dias do nascimento dos filhos…, das datas de opções/compromissos para o resto da nossa vida! Marcam a nossa caminhada na Fé, se forem trabalhados pela memória interior do Coração. Da disponibilidade absoluta de Deus. Nos dias de Deus somos sempre amantes e noivos; não haverá mais morte; não haverá cansaço e peso; não haverá mais fracasso e atrasos desprogramados; haverá dias que não passam; haverá dias que perduram!
      Haverá um só Dia: Vive esta Hora! “Um dia que não é precedido de um ontem, nem expulso por um amanhã. Essa medida dos meus dias, o que é, digo eu, revela-te a mim” (Erich Przywara). Que bom recordarmos que vivemos juntos dias assim!





sexta-feira, 10 de maio de 2013

escrevinhar caminhos

 
Pedro José Lopes Correia  |  Justiça e Paz -  Aveiro
 
“O sentido pode ser dançado” – George Steiner.
a. Os passos movem-se. São os passos não somos só nós. É uma acção conjunta. Muito menos o movimento em si. Perguntemos ao caminhar. Qual a direcção a tomar? Não há problemas, há caminhos. Como é que os céus, que se movem de oriente para ocidente (ou vice versa: não concedas tu ao sol, a versão do teu deus sombra!?) andam e desaparecem? Caminhar revela o começo de Tudo. A origem do universo na forma secular da evolução humana.
b. Peregrinar propõe inflexão pessoal. Qual a razão das nossas fadigas se caminhar redobra o nosso cansaço? Um cansaço que dá Sentido ao desencanto possível do existir. A nossa árdua peregrinação do Espírito é movida e coroada pelo desgaste do/no Corpo. Não é castigo. Engana-se quem foge, repudia ou exorciza. Peregrinar é purificar. - Quem está limpo que atire a primeira pedra?
c. Se o caminhar está associado à evolução cerebral o mais ainda há que dizer e aprofundar nos caminhos do nosso viver. Qual garimpo. Seria habilitação moderna para caminharmos o menos possível uma involução? Certamente. Resultado: crescemos em incompetência espiritual, quando contraditoriamente, somos demovidos pela competência tecnológica. Caminhar é consolidação espiritual. Lançar sobre o problema só uma luz oblíqua não é problema. É disposição para iniciar(-se).
d. Exemplos muito desarrumados na imaginação do Ser: Jerusalém. Atenas. Seca e Meca. Fátima. Taizé. Lourdes. Aparecida. Lençóis Maranhenses. Patagónia. Ilhas dos Açores. Parque do Gerês, ou Sintra, ou Buçaco, ou Curia, ou Botânico. Muralhas e seus Castelos. Catedrais e seus Santuários. Ruínas e seus Arranha-Céus. Minas e suas Barragens. Museus e suas Exposições. Pôr e Nascer do Sol (também da Lua). Lagos, Rios, Mares e Oceanos. Aeroportos e Shoppings, talvez porque não. Agora é o Túmulo de St. Joana Princesa. Aveiro sal e luz. Tudo é Espaço, Tempo e Modo. Mas uma só é a Realidade do Peregrinar: sair-de-si-para-andar-à-procura-do-Outro: ex-peri-mentar(-se).
e. Depois, vamos, a Caminho. Sou pela disposição. Mas peregrinar exige também interposição. A distância pode ser considerável. Falta-nos, porventura, o Tempo necessário. Sobra-nos a Vontade. O ar está abafado. Nas carteiras não há dinheiro. Vale a hospitalidade sagrada. Urgem lugares à sombra repousante. Sossego agora não. Onde está o sinal da tua luta pacífica? Rezar e olhar. O teu caminho com propriedade. «O Dia ainda não nasceu e/ou saída para a Noite». Consciência obsolescente, e muitas vezes «tecnófoba». Consciência que se quer sempre Lúcida. Caminhos divergentes e convergentes, são os que fazemos nossos.
Caracteres (esp.incl. com notas): 2561.









terça-feira, 7 de maio de 2013

SOMOS A MORADA DE DEUS


Georgino Rocha  |  Justiça e Paz – Aveiro

Jesus está na hora das grandes confidências, pois é o tempo da despedida, de dizer aos discípulos o que lhe vai no coração, e quer deixar como distintivo da sua identidade. Em diálogo franco, faz declarações que suscitam perguntas. Judas, não o Iscariotes, não entende como é que Jesus se vai manifestar nem porque escolhe a quem o irá fazer. E formula a correspondente pergunta a que Jesus dá resposta, abrindo horizontes surpreendentes e interpelantes. Os contemplados são aqueles que acolhem o seu amor e guardam a sua palavra; a estes, Jesus dá a garantia de serem morada de Deus e de receberem o Espírito Santo. Assim, terão companhia em todas as circunstâncias da vida e nada os poderá perturbar. Assim, a saudade da despedida é compensada pela nova forma de presença. E Jesus destaca a alegria como testemunho da fé dos que compreendem o alcance destes factos.
Somos a morada de Deus que vem viver na nossa consciência, no mundo interior de todos os que são fiéis à palavra de Jesus, Seu Filho. Esta opção de Deus evidencia a direcção correcta da realização humana. É a partir de dentro, da interioridade, que se faz a humanização, se alimenta a relação, se aprende a amar, a servir, a crescer na grandeza de ser pessoa. É a partir da consciência iluminada e esclarecida por Deus, mediante os ensinamentos de Jesus e a sabedoria das culturas humanizadas, que têm consistência as opções e os critérios condicionantes das nossas atitudes pessoais e colectivas. É a partir das atitudes que a sociedade manifesta os valores predominantes e a qualidade do sentido da convivência entre os seus membros.
A afirmação é clara e o convite interpelante. Procura dentro de ti e encontrarás o teu melhor tesouro, aquele que te ajuda a ser mais humano, a saber conviver com maior satisfação, a sentir a realização progressiva da felicidade a que aspiras.
Esta orientação fundamental é, frequentemente, contrariada por muitos factores. E surge a preferência pela exterioridade, pela aparência de rostos embelezados, pela dispersão de solicitações encantadas. Assim, a pessoa corre o risco de viver distraída de si mesma, de banalizar a nobreza dos seus sentimentos e de inverter a escala dos valores que pautam a sua vida. Segue o cortejo das satisfações de momento, do ritmo dos humores, da verdade precária e subjectiva, da força imperante da paixão incontrolada. E vai-se transformando num ser agitado pelo “vento”, dependente do impulso da sedução, esquecida do seu ser mais profunda que, de vez em quando, a consciência lhe segreda e o coração vazio reclama.
Conhecedor da fragilidade humana, Jesus cumpre a promessa de enviar o Espírito Santo para recordar e ensinar. Recordar é tornar presente e fazer real a beleza da dignidade humana como espelho do rosto de Deus, é trazer ao coração e apreciar a sabedoria da consciência que em tudo procura agir rectamente. Ensinar é mostrar à inteligência o que está contido nos sinais realizados por Jesus e agora actualizados na história. São sinais de atenção à pessoa e ao seu contexto, à verdade que liberta, à solidariedade que irmana, à oração que eleva, a Deus que sempre nos acompanha.
Quem está desperto para esta presença dinâmica do Espírito vive na alegria e na confiança, aprecia e valoriza a rectidão da consciência e a sabedoria do coração, é cada vez mais humano no seu ser e no seu agir.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Vaticano: Papa rejeita fé num «deus-spray» e frisa que católicos devem acreditar em «pessoas»

Cidade do Vaticano, 18 abr 2013 (Ecclesia) – O Papa rejeitou hoje o catolicismo baseado num “deus ‘no ar’, um deus-spray que está em todos os lugares, mas não se sabe o que seja” e sublinhou que os católicos devem crer em pessoas concretas.

“Nós acreditamos no Deus que é Pai, que é Filho, que é Espírito Santo, acreditamos em Pessoas. E quando falamos com Deus, falamos com pessoas: ou falo com o Pai, ou falo com o Filho ou falo com o Espírito Santo. E esta é a fé”, sublinhou Francisco na missa a que presidiu no Vaticano, revela o portal de notícias da Santa Sé.

Na eucaristia concelebrada na Casa de Santa Marta por vários sacerdotes, entre os quais o padre luso-canadiano José Avelino Bettencourt, chefe de protocolo da Secretaria de Estado do Vaticano, o Papa realçou que “a fé é um dom” divino.
“Todos somos pecadores, temos sempre algo de errado, mas o Senhor perdoa-nos. Devemos prosseguir sempre, sem nos desencorajar”, afirmou perante dezenas de membros do corpo de polícia italiano responsável pela segurança do Papa e do Vaticano.
Francisco referiu-se também à “alegria” e à “paz” proporcionadas pelo seguimento de Cristo: “Peçamos ao Senhor que nos faça crescer nesta fé, nesta fé que nos fortalece, que nos torna alegres, essa fé que começa sempre com o encontro com Jesus e prossegue sempre na vida com os pequenos encontros quotidianos com Jesus”.
RJM

in Ecclesia 18.04.2013